Hoje, dia 4 de maio, é o Dia da Mãe.
Quando vejo a minha mãe a envelhecer, fico assustada, pois o tempo voa como o vento e ela não vai para nova. Vejo-a magra, abatida, triste, a fazer contas à vida e, mesmo assim, ela ajuda-me sempre no que pode. Quando não pode, acredito que lhe bate a frustração e, mesmo não podendo, às vezes faz o sacrifício para me dar um pouco de alegria à minha vida. Ela sabe como é a minha vida, como foi e como está a ser.
Ainda não sou mãe, mas ser mãe é um papel para a vida, por vezes desgastante, especialmente quando se é mãe a solo. O meu pai nunca foi grande ajuda; pelo contrário, ela teve de ser mãe e pai ao mesmo tempo.
Por vezes, chocamos muito uma com a outra; ela irrita-se por tudo e por nada, e hoje eu disse-lhe:
– Mãe, vê se te pões mais gordinha, vê se cuidas da tua cabeça, descansa um bocado das contas diárias que fazes e confia em Deus. Faz isso por mim, porque um dia quero ver-te bem e saudável para te poder dar um neto ou uma neta.
E ela respondeu logo:
– No mundo como está, ter filhos é preocupante, não te ponhas a ter filhos.
Coisas de mãe... Mas um dia gostava de lhe dar essa alegria, de um dia ela poder ser avó e eu mãe, e celebrar o Dia da Mãe com mais brilho e sede de viver.
O meu Luís Miguel, ou a Leonor, ou a Madalena já andam à minha espera. Nomes escolhidos.
Feliz Dia da Mãe a todas as mamãs e futuras mamãs.
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